
Quem esteve no jogo ontem pode perceber claramente que o clima entre time e torcida mudou. Está engrenando, como muito precisamos.
A saída do urubu da casamata é determinante para isso, embora a formação se mantenha mais ou menos como projetado por Roth. Mas o clima é outro. Totalmente diferente.
Acho que para engrenar de vez falta um grande jogo contra um adversário à altura de nossas tradições. Daí, caneco à vista.
Reproduzo abaixo texto feito logo após o último insucesso de nosso treinador anterior, momentos antes de sua demissão:
"Sob o signo da humilhação
Há quase um ano atrás (25-04-08), na véspera de um amistoso, após uma semana de dupla eliminação no solo sagrado do Monumental, o nosso técnico disparou: “O que nos interessa não é aquilo que o Ivoti vai nos oferecer de dificuldade. Nos interesse é ir lá. Isso faz parte do processo de humilhação”.
Não pairam dúvidas: o processo é de humilhação. O problema é que ele não tem fim!
Primeiro foi a melancólica entregada do brasileiro, com direito à goleada do arquiinimigo. Depois, duas novas derrotas em Grenais, onde o Tricolor, no primeiro, cansou de errar gols e, no segundo, sequer tocou na bola, por conta de um esquema tático ridículo orquestrado pelo cerebral Celso Roth.
Na Copa Libertadores, nossos jogadores em três jogos desperdiçaram um número de gols equivalente aos de outra equipe em uma temporada inteira.
Na sequência, fomos massacrados pelo temível S.E.R. Caxias, na semana em que o jogador mais promissor das categorias de base foi achincalhado pelo magistral treinador do Grêmio.
Por fim, jogamos o Grenal. Não fomos melhores ou piores em campo, mas, como disse o genial Celso Roth: “faz parte do processo de humilhação”; e então nossas bolas ou foram na trave, ou bateram na cabeça do zagueiro ou foram para a linha de fundo, mesmo com o arqueiro já batido em todas elas.
E a história se repetindo: Celso Roth com seus quase/campeonatos, perdendo partidas decisivas e armando o Grêmio para os Grenais como peru embriagado, ou seja, amolecido e pronto para a degola.
Mesmo que tudo isso não seja de sua exclusiva culpa, é imprescindível a saída de Celso Roth do Olímpico!
É impensável que a direção não perceba que este técnico é incapaz de motivar o time.
Nunca vi nossa torcida tão desmotivada e tão distante do time! Jamais tive conhecimento de um técnico tão odiado e que, após quatro derrotas seguidas em Grenais, continuasse no cargo! Aliás, nem sei se o colorado já havia conseguido esta façanha em toda a história. E os responsáveis seguem lá, o que é pior.
Na verdade, precisamos recuperar aquilo que mais caracteriza o nosso Tricolor: um time com raça, imposição física e indignado contra a derrota. Uma equipe identificada com o torcedor. O Imortal Tricolor!
E, para isso, só há uma saída: a de Celso Roth.
Mas, para assombro geral, o treinador segue prestigiado! Enfrentaremos o Club Aurora – BOL com Celso Roth no banco, apesar dos apelos de toda a torcida.
E assim vai o Grêmio, no processo criado pelo próprio treinador, sob o signo da humilhação...
(05.04.2009)"
Tenho certeza que o momento é outro. E Dá-lhe Tricolor, Queremos a Copa!!!
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