
Todos os amigos sabem que eu não gosto muito do Tcheco. Nada contra a sua pessoa, muito pelo contrário, já que é um cidadão de caráter e que se adaptou ao estilo Tricolor, trazendo consigo esta alma dentro e fora da cancha. O problema reside no fato dele não ser decisivo em jogos importantes e, não culpa dele, de fazer parte de um elenco que está carente de títulos, numa fase, diria, azarada da história do Grêmio.
Porém, devo me render: ele foi muito bem no segundo tempo do jogo em Caracas. Diria mais, ele foi fundamental para que o resultado fosse o de empate. Com melhor parceria o Grêmio retornaria com vitória da Venezuela. Ele fez tudo o que precisávamos na segunda parte do jogo, ou seja, carregou o time, organizou o meio campo e cadenciou o jogo.
O seu problema continua o mesmo, pois é um jogador irritadiço, às vezes até bobo, pois conseguiu levar um amarelo muito cedo. E esse cartão poderia ter custado caro à equipe, já que visivelmente desde a admoestação ninguém no Tricolor reclamava das aburdas faltas marcadas contra e da impressionante catimba que chegou a contar com a evasão de gandulas após dois minutos de jogo.
Veio o segundo tempo e Tcheco cresceu, voltou a liderar e a reclamar, impondo o necessário respeito que faltara ao Grêmio na primeira etapa. E coroou sua atuação com o milimétrico cruzamento para o gol de Fábio Santos. Depois, até irrigação para esfriar o Imortal teve (foto). E toda a diferença, tenho certeza, veio do banco de reservas, com o dedo de Autuori e a mudança de posicionamento imposta ao meiocampista.
Estamos engrenando. Prefiro engrenar agora, pois precisamos da união e da garra na reta de chegada e não nos primeiros meses do ano.
Por fim, leio no site do gremiocopero a especulação de Diego Lugano. Não vou me alegrar porque acho improvável sua vinda. Mas, na minha opinião, seria uma contratação decisiva, porque ele é uma grande liderança, um verdadeiro capitão, além de provocar medo nos canelinhas de vidro de plantão.
Vamos Tricolor, Queremos a Copa!!!
Cara, nós temos meio campo. Temos dois bons jogadores no meio, que dominam, enxergam, conduzem, passam bem a bola. O Palmeiras, o exemplo não tem nenhum, poucos times brasileiros têm um bom meia cancha. O Autuori saberá fazer valer esse diferencial: 4x4x2, com Alex e Maxi na frente. Aliás, não acho que o Tcheco seja amarelão, pelo menos quem me marcou nesse quesito em 2007 foi o Lucas Leiva.
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