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quinta-feira, 25 de junho de 2009

GUERRA!!!


Não há qualquer outra alternativa senão a Guerra. Nenhum outro pensamento me vem a mente. Não pretendo fazer nenhuma apologia à violência, mas o Cruzeiro tem que sentir, desde hoje, passando pela sua chegada na Província de São Pedro até o final do jogo, com quem está lidando. Não podem nem mais dormir tranquilos. Devem saber que aqui que manda é o Grêmio e a Nação Tricolor!!! Chega de pensamentos bonzinhos e humanitários. Temos de subjugar dentro de campo nosso adversário e ele necessita entrar "cagado" no Monumental.
Entretanto, espero que as situações lamentáveis provocadas pela torcida e dirigentes do Cruzeiro, aliadas ao absurdo das autoridades policiais mineiras, não se repitam em Porto Alegre. Ônibus depredados, torcedores em local sem visão do jogo ou proteção dos adversários, ingresso armado de policiais em ônibus do Grêmio, visível excesso policial para tratar do assunto, nada disso será repetido no Rio Grande do Sul. Aqui, ao meu ver, diferente do que foi visto ontem, tal não ocorre. Esses exageros de interpretação e pura hipocrisia são fomentados, muitas vezes, por pessoas despreparadas e que querem aparecer. Não sei se foi o caso de ontem, mas a hostilidade no tratamento ficou além do razoável.
Sou absolutamente contra o preconceito racial e, após longos anos de estudo, creio que falo português bem e razoavelmente o espanhol. Ainda assim, e por viver numa cidade fronteiriça à Argentina, convivo diariamente com dificuldades de compreenção de algumas expressões castellanas, seja pela velocidade de fala, seja pelas palavras com sentidos diversos da minha língua mãe. Mas, claramente o letrado Elicarlos não sofre das mesmas dificuldades, já que, após uma falta, no calor do jogo e em meio a discussões, mesmo sem citar nenhuma outra fração de eventual frase construída, conseguiu compreender sem sombra de dúvidas que Maxi Lopez desferiu uma única palavra - que sequer existe na língua espanhola: "Macaco". E, quem faz a acusação contra um estrangeiro, especialmente pela nossa infantil - e nunca explicada - cultura de estranhamento com os vizinhos argentinos, tem sempre razão. Isso é vomitado por toda a mídia nacional e também pelo presidente do Cruzeiro, Sr. Perrela, que, segundo a Rádio Gaúcha, dizia ontem, insulflando torcida e policiais para impedirem a saída da delegação Tricolor do Mineirão: "Esse Argentino de m* vai dormir na cadeia!". Sobra até a lembrança do nosso Presidente da República Luís Inácio Lula da Silva, recentemente afirmando que a crise mundial era culpa "dos brancos de olhos azuis". Mas, no Brasil, isso não é ofensa, nem mesmo demagogia.
Eu fico imaginando se o batalhão de policiais seria capaz de atender com tamanha destreza e capacidade de mobilização uma ocorrência excluídos os ânimos futebolísticos, a influência dos dirigentes adversários e o inafastável envolvimento midiático. Isso que, embora o terrível dano emocional que causa, em termos puramente jurídicos, é um delito de menor potencial ofensivo, sujeito apenas a sanções alternativas e não prisionais, com relato unilateral e dependendo de uma ação privada do suposto ofendido. E se os jogadores ou torcedores denunciassem todos os maltratos que recebem dentro e fora do campo, com traços raciais ou não, qual seria a postura policial? E se o ofendido fosse jogador do Grêmio? Preciso crer que a reação policial seria a mesma.
Mas vamos lá. Precisamos de postura e de aproveitar o ânimo provocado exclusivamente pelos mineiros para incendiar a Torcida e os nossos Imortais para realizarem um jogo épico e recheado de garra e vontade. De pura gana. Da Guerra. Qualquer outra idéia não passa pela minha cabeça.
O Grêmio não foi bem no jogo, mereceu perder, principalmente pela falta de pontaria na frente. Não fosse o nosso recorrente problema no ataque, sairíamos classificados de Minas Gerais.
Porém, fomos ofendidos. Achincalhados pela polícia. E agora, eles terão de nos enfrentar no nosso Território e diante do nosso Povo. Daí veremos quem está com a razão.
Ensinou Klaus Von Clausewitz, na sua obra "Da Guerra", versão, obviamente, em espanhol:
"La guerra constituye, por tanto, un acto de fuerza que se lleva a cabo para obligar al adversario a acatar nuestra voluntad. ... Muchos espíritus dados a la filantropía podrían fácilmente imaginar que existe una manera artística de desarmar o abatir al adversario sin un excesivo derramamiento de sangre, y que esto sería la verdadera tendencia del arte de la guerra. Se trata de una concepción falsa que debe ser rechazada, pese a todo lo agradable que pueda resultar."
A lição, sem interpretações literais, sangue ou agressões, obviamente nos remete ao próximo jogo. É Guerra sim senhor!!!

E não adianta, Vamos Tricolor, Queremos a Copa!!!

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