Total de visualizações de página

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Vencemos o time da morte


Vencemos, com certa dificuldade, o Cruzeiro local e agora estamos na final da Taça Piratini. Eu sabia que não seria um jogo fácil, inclusive, adverti aqui mesmo no Blog que tínhamos que respeitar o adversário. Estávamos jogando, afinal, contra o time da morte. Um time com uma relação íntima com a morte, que jogou a vida toda no Estádio da Montanha, mais conhecido como Colina Melancólica por ficar encravado no meio de grandes cemitérios. E que acabou vendendo sua cancha para os próprios cemitérios, ganhando como parte do pagamento vários túmulos, utilizados posteriormente para comprar jogadores. Era sem dúvida um jogo perigoso, contra o time da morte jogando de franco atirador. Para piorar, o torcedor mais ilustre do time adversário, Moacyr Scliar, falece no dia do jogo. Ele que também é imortal da Academia Brasileira de Letras. No final deu o óbvio: no jogo do Imortal contra o time da morte deu Grêmio. E agora jogaremos a final na quarta-feira de cinzas, em casa, contra o Caxias.

No meu modo de ver, as dificuldades encontradas decorreram um pouco do cansaço do time, outro tanto da ausência do Lúcio, da dificuldade de jogar com dois centroavantes e, principalmente, pelas dificuldades defensivas do Grêmio. E acho que tais dificuldades se concentram na figura do Paulão. O nosso colega e idealizador do Blog vem alertando que Paulão não é o mesmo do ano passado já faz algum tempo e, de fato, ele vem caindo vertiginosamente de produção. Talvez seja a vez de botar o Mário Fernandes para jogar. De qualquer forma, a marcação tem que começar lá na frente, passar pelos meias, pelo nosso centromédio e só então chegar na zaga. E nesse ponto acho que a zaga, além de estar com o Paulão comprometendo, está muito exposta. Isso sem falar que na impossibilidade do Fábio Rockemback jogar teremos um grande problema.

Quanto ao jogo, apesar de Borges ter feito pela terceira vez no Grêmio três gols no mesmo jogo, o meu destaque pessoal vai para Douglas. Jogou muito, batalhou, driblou, lançou, fez uma falta importante no segundo tempo matando um contra-ataque num momento nervoso do jogo, enfim, foi extremamente ativo.

Com mais tempo de descanso, espero uma boa atuação na próxima quinta-feira e, evidentemente, uma vitória, essencial para a nossa sequência na Libertadores. Será mais um jogo decisivo, mas espero menos dificuldades. Não um jogo fácil, mas um pouco menos nervoso.

Nenhum comentário:

Postar um comentário