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domingo, 1 de maio de 2011

DECISÃO NOS PÊNALTIS

O Grenal decidiu-se nos pênaltis. Numa semana terrível para o Grêmio, o fim dela culminou num empate com derrota nas penalidades fatais, acarretando outros dois clássicos pela competição estadual.
Em relação ao jogo, o esquema tático proposto por Renato no primeiro tempo naufragou na melhor qualidade do time rival, assim como na apatia de alguns jogadores do Grêmio. Douglas, por exemplo, não fez quase nada, tendência que seguiu até o final da partida. Realmente, Adrezinho no colorado, jogando bem aberto na esquerda, dificultando a vida do lateral Gabriel, desmontou o esquema Tricolor. Em relação ao gol de Leandro Damião, pra mim foi falta em Rafael Marques. Realmente ele quis girar, mas dexou suas costas devidamente inclinadas e atingiu o zagueiro Rodolfo quando este ia para a jogada alta. Cama de gato evidente. Se ele simplesmente girasse e, mesmo inclinado, não tocasse no zagueiro do Grêmio e por conseguinte não o deslocasse, certamente a jogada seria normal. Mas aí, também com certeza, Rodolfo afastaria a bola. Assim, é de claridade solar que o atacante do rival se aproveitou de uma carga inclinada e faltosa nas costas do zagueiro Gremista, fato que determinaria a marcação da infração legal. Nada disso ocorreu e o gol foi validado. 
Veio o segundo tempo, não sem antes Renato escalar o atacante Leandro para o lugar de William Magrão (sim, novamente lesionado).
A mudança melhorou o Grêmio, mas não a ponto de superar o colorado, que seguiu dono do campo.
Tudo mudou com a expulsão de Guiñazu. Ele, que já havia recebido o cartão, dá um carrinho em Vilson, sendo que até tenta tirar a perna do lance, mas assim mesmo atinge o jogador do Grêmio. Jogada imprevidente. Falta. Cartão amarelo. Expulsão. Chega a ser ridícula a reclamação do dirigente Sigmann, que perdeu o controle no fim da partida, mesmo com a vitória do seu time, partindo para cima até do colorado Noveletto, presidente da FGF. Várzea total.
A partir desse momento o jogo mudou. Renato fez ingressar em campo Júnior Viçosa (autor do gol) e o Tricolor amassou o colorado. Mesmo que desordenada, pressão total em cima do rival. Um minuto depois do gol, numa desatenção, quase que Leandro Damião decide. Só não o fez por conta de defesa espetacular de Marcelo Grohe. Segue a pressão Gremista, mas o jogo acaba, ainda que com parcos acréscimos. Um pouco antes, um lance emblemático: falta perigosíssima na frente da área do colorado. 45' do segundo tempo. Tudo ou nada. O Grêmio com medalhões como Douglas, Rodolfo e Rockembach deixa a cobrança para o junior Fernando, que entrara no lugar de Gabriel, lesionado no fim da primeira etapa. É claro que a bola foi fora. Mas fica a sensação de que qualquer um dos medalhões citados tinha a obrigação de chamar a responsabilidade para a decisiva cobrança.
E quem não chama a responsabilidade num clássico perde. E tem que perder. Nos pênaltis, Borges isolou a bola, como se estivesse fazendo de propósito, e Fernando, o junior, bateu muito mal. O Grêmio, que não chama a responsabilidade, onde jogadores jovens têm de decidir e outros se escondem, sai derrotado.
Do jogo, dentre inúmeras coisas, ficam algumas certezas: dá prá ganhar; Borges tem que ser demitido por justa causa; Douglas precisa acordar; e Gílson não serve nem para cobranças de lateral. Derrota de cabeça erguida, acredito. Mas com fraca atuação, muito mais na garra e vontade do que na técnica. 
Segue a vida, mas...

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