
Confesso que sou uma pessoa com certas manias. E têm algumas coisas que, efetivamente, me deixam maluco.
No Monumental, já não aguentava mais levantar das sociais e não conseguir voltar para o meu lugar após ir ao banheiro e acabei indo para as cadeiras. Também não gostava da excessiva corneta, das inúmeras crianças e do levanta-abaixa. Acho que devo estar ficando velho...
Mas, sem dúvida alguma, o fato mais insuportável no Monumental é o turismo. EU ODEIO O TURISMO.
E, para quem vai muito seguido ao estádio, é fácil de identificar os turistas: olham para todos os lados menos para o jogo; fotos, fotos e fotos; não pode passar o pipoqueiro, baleiro ou qualquer vendedor sem ser parado; sacolas da Gremiomania; e, principalmente, não sabem torcer.
Eu respeito a corneta, na verdade, a reclamação, pois ela faz parte do jogo. Se eu não puder ir a um jogo de futebol e reclamar do meu próprio time saberei que o mundo acabou. Os torcedores que xingam aqueles que reclamam são simplesmente odiosos. Por acaso se acham seres supremos?
Mas o turista... ah, o turista não sabe torcer.
O Monumental perde sensivelmente seu aspecto e fenômeno de caldeirão toda vez que a direção faz uma promoção como a de domingo. Nas finais as vezes é assim. É horrível.
Isto porque, na verdade, para os turistas tudo é uma novidade, um passeio, um programa divertido, um pic-nic, sei lá...
E é brabo ficar em casa quando tem jogo do Grêmio...
Não sei o que fazer, pois também é importante termos pessoas que vão pela primeira vez num estádio e, muitas delas, tornam-se assíduos frequentadores. Um dia, todos nós, os aficcionados, tivemos nossa primeira vez. O meu foi dia 14 de março de 1984 (Grêmio X Vasco).
O que fazer? Paciência, ver o jogo em casa, comprar uma camisa florida, pegar a máquina e se misturar, mortes, caos?????
Não tenho respostas.
Acho que o que sobra é adquirir das Organizações Tabajara o Turista Vaporeitor...
Concordo em gênero, número e grau. O Monumental não é um parque de diversões, lugar de entreterimento ou qualquer coisa do tipo. O Olímpico é lugar onde corre sangue, suor e lágrimas de emoção, com a consagração redentora ao final de cada jogo. Futebol é coisa séria, é a vida em 90 minutos e não um circo. Circo é no chiqueiro da beira do lago, aliás, não faltam micos, palahaços e performáticos por lá. Abaixo o turismo no Monumental. A nossa casa não se presta para este tipo de coisa!
ResponderExcluir