
2007. Que primeiro semestre...
Eu nunca vi, e talvez nunca mais verei, o que foi a torcida do Grêmio neste período. Este comportamento da hinchada Tricolor foi o grande divisor de águas das torcidas brasileiras. Depois disso, ninguém mais gritou e cantou da mesma forma.
Na transição de um ano de grandes esperanças, com uma Libertadores pela frente, não conseguimos manter Hugo, que teve destaque nacional no final de 2006 e acabou no São Paulo. Evaldo cresceu o olho e o salto e acabou saindo, assim como Rômulo. Herrera e Jeovânio ficaram caros. a dupla Pedro Jr e Paulo Ramos foi dispensada, assim como outros. Mas o Grêmio melhorou e muito. A direção percebeu que os goleiros eram insuficientes e trouxe Saja, argentino do San Lorenzo. Foi mais uma relevante liderança do que um excepcional goleiro. Mas foi importantíssimo. Patrício seguiu na direita por falta de opções. Para a zaga trouxemos o experiente Schiavi - uma grande contratação, porém sem grande resultado - e Teco. Na esquerda chegou Lúcio e, de abandonado no Palmeiras, aposta no Grêmio, tornou-se um dos principais jogadores da campanha. No meio veio Edmílson, visivelmente abaixo dos demais, e Diego Souza, mais William Magrão dos juniores. Para o ataque chegaram Tuta e Douglas, além dos jogadores Carlos Eduardo e Everton das categorias de base. Mais tarde veio Amoroso.
Com pequenas ressalvas, devo aplaudir o trabalho de Paulo Pelaipe no futebol, desde o meio de 2006 sem a companhia de Renato Moreira. O diagnóstico de carências foi exemplar. Goleiro, zagueiro experiente e reserva, lateral esquerdo, meio campistas e centroavantes. Não posso criticá-lo pelas contratações de Schiavi, Tuta e Amoroso. Todos eram jogadores consagrados, apesar da idade, e o time precisava de experiência para encarar a luta pela América. Ninguém reclamou de suas contratações quando eles chegaram ao Olímpico. O centroavante Douglas era pretendido por muitos, mas o Grêmio chegou antes. A pena é que nenhum dos citados deu certo. Ao mesmo tempo, embora o Tricolor tenha apostado muito em Leo Lima, ele foi dispensado em plena pré-temporada graças ao seu péssimo comportamento. Acertada decisão. O junior Carlos Eduardo cresceu muito. Vinha do time do Grêmio B. Aliás, em 2006 fomos campeões gaúchos com o time principal e da copa RS com o reserva. Impecável. Quando viram o meio campo não funcionar, após a lesão de Lucas e o pouco futebol apresentado por Edmilson, trouxeram Gavillan, que entrou como uma luva no escrete titular. Por fim, uma aposta deu certo. Mas muito certo mesmo: Diego Souza. Poucas vezes se viu um jogador tão com a cara do Grêmio.
Fomos até a final da Libertadores e ganhamos o bi do gauchão. Sem um centroavante qualificado, contando com erros graves de arbitragem e falhas bizarras como gol contra, perdemos a final contra o Boca Juniors. O time: Saja, Patrício, William, Teco e Lúcio; Gavillan, Sandro Goiano (Lucas estava machucado), Diego Souza e Tcheco; Tuta e Carlos Eduardo.
A partir daí tudo mudou. Ocorreu um desmanche no Tricolor, sem nenhuma qualificação em contrapartida - história que temo será repetida em 2009. Schiavi (no seu melhor momento) e Amoroso foram dispensados. Teco, que estava jogando muito, sofreu gravíssima lesão. Lúcio foi vendido pelo Palmeiras, dono do seu passe, com agradecimentos ao Grêmio pela valorização do atleta. Lucas já havia sido negociado. Carlos Eduardo foi vendido. Que apague a luz o último a sair.
Vale uma referência à venda de Carlos Eduardo: foi oferecido Diego Souza e mais dinheiro pelo seu passe pela equipe do Benfica. O Grêmio recusou e vendeu- o a um time alemão. Pagaria caro por esta atitude.
A reposição foi PÍFIA. A velha e surrada política do "baratilho" no Olímpico. Na direita Bustos foi horrível. Para a zaga subiu o junior Leo. Para a lateral esquerda - pasmem - veio Hidalgo, recém dispensado do nosso rival. No meio campo a única contratação de relevância, mas que só deu certo nos primeiros meses: Eduardo Costa. Para o ataque, já que Tuta não fazia gols, chegou Marcel, dispensado do Porto (acho). É claro que o time piorou sensivelmente. Mano conseguiu levar até onde pode. Saja começou a falhar. Patrício nem se fale. Leo jogou bem graças a qualificadíssima companhia de William. Hidalgo naufragou na esquerda. Marcel errou mais gols que Tuta, alguns deles dígnos de Guiness Book. Everton, aposta para o lugar de Carlos Eduardo, antigo companheiro de categoria de base, não jogou nada e acabou quebrando o pé. Vendo que o ataque estava péssimo e sem um jogador de velocidade, no último dia de prazo para inscrições do brasileiro, com o Grêmio na zona de classificação para a próxima Libertadores, todos os gremistas aproximaram-se de seus rádios a espera de alguma contratação, mas os dirigentes anunciaram Jonas (dispensado do Santos) e Luciano Marreta. É prá matar...
Ninguém precisava de vidente para saber que o ano terminaria mal. Bem que o Diego Souza tentou, carregando nas costas o time. Mas, com a dupla Tuta e Marcel qualquer sucesso era impensável. Numa tarde de insuportável calor, perdemos o jogo para o Figueirense no Olímpico e a vaga para a Libertadores do próximo ano, somente a três rodadas do final. O empate nos garantiria. Àquela altura, o Grêmio caminhava em campo.
Na minha opinião, tudo começou com o abandono de Odone da presidência do Tricolor. No meio do ano, ele decidiu que Antônio Britto (!!!???) deveria assumir em seu lugar. O nome foi rechaçado pela torcida. Odone continuou, mas só no papel. Na prática, entregou o comando total para Paulo Pelaipe. E deu no que deu. Pelaipe é um grande dirigente, mas precisa de alguém acima para dar certo.
O último suspiro de Odone no comando ocorreu após o fim do campeonato, onde bancou a contratação do técnico Vagner Mancini quando da saída de Mano Menezes (que preferiu, por conta, seguir outros rumos - que saudade).
E a última cagada do ano veio em dezembro. O Grêmio fez de tudo e acabou perdendo o jogador Diego Souza. Primeiro recusou a troca oferecida no meio do ano pelo Benfica, detentor de seus direitos. Isso irritou profundamente o clube português. Depois, visando baixar o preço do jogador, os nossos dirigentes fizeram jogo de cena até o último dia de prazo de preferência que tínhamos para contratar o atleta. Passado o prazo, o Palmeiras fez uma oferta menor. O Grêmio - pasmem de novo - contraatacou e ofereceu mais do que o valor estipulado quando ainda tínhamos a preferência. Mas a citada recusa de negócio por Carlos Eduardo pesou e o Benfica se recusou a negociar conosco. Chega a ser difícil de explicar, tamanha a burrice da tática. Quando Diego Souza veio ao Olímpico com sua nova equipe, parcela dos torcedores vaiaram. Nos microfones, categoricamente ele disse: eu queria ficar, mas os dirigentes...
Que baita fim de ano.
Nota de edição: o grande Zuza lembra de outras duas contratações - Júnior, que veio fora de forma e nem fardou; e Marcelo Labarthe, que acabou dispensado graças ao pouco futebol apresentado. Ambos meiocampistas.
Com pequenas ressalvas, devo aplaudir o trabalho de Paulo Pelaipe no futebol, desde o meio de 2006 sem a companhia de Renato Moreira. O diagnóstico de carências foi exemplar. Goleiro, zagueiro experiente e reserva, lateral esquerdo, meio campistas e centroavantes. Não posso criticá-lo pelas contratações de Schiavi, Tuta e Amoroso. Todos eram jogadores consagrados, apesar da idade, e o time precisava de experiência para encarar a luta pela América. Ninguém reclamou de suas contratações quando eles chegaram ao Olímpico. O centroavante Douglas era pretendido por muitos, mas o Grêmio chegou antes. A pena é que nenhum dos citados deu certo. Ao mesmo tempo, embora o Tricolor tenha apostado muito em Leo Lima, ele foi dispensado em plena pré-temporada graças ao seu péssimo comportamento. Acertada decisão. O junior Carlos Eduardo cresceu muito. Vinha do time do Grêmio B. Aliás, em 2006 fomos campeões gaúchos com o time principal e da copa RS com o reserva. Impecável. Quando viram o meio campo não funcionar, após a lesão de Lucas e o pouco futebol apresentado por Edmilson, trouxeram Gavillan, que entrou como uma luva no escrete titular. Por fim, uma aposta deu certo. Mas muito certo mesmo: Diego Souza. Poucas vezes se viu um jogador tão com a cara do Grêmio.
Fomos até a final da Libertadores e ganhamos o bi do gauchão. Sem um centroavante qualificado, contando com erros graves de arbitragem e falhas bizarras como gol contra, perdemos a final contra o Boca Juniors. O time: Saja, Patrício, William, Teco e Lúcio; Gavillan, Sandro Goiano (Lucas estava machucado), Diego Souza e Tcheco; Tuta e Carlos Eduardo.
A partir daí tudo mudou. Ocorreu um desmanche no Tricolor, sem nenhuma qualificação em contrapartida - história que temo será repetida em 2009. Schiavi (no seu melhor momento) e Amoroso foram dispensados. Teco, que estava jogando muito, sofreu gravíssima lesão. Lúcio foi vendido pelo Palmeiras, dono do seu passe, com agradecimentos ao Grêmio pela valorização do atleta. Lucas já havia sido negociado. Carlos Eduardo foi vendido. Que apague a luz o último a sair.
Vale uma referência à venda de Carlos Eduardo: foi oferecido Diego Souza e mais dinheiro pelo seu passe pela equipe do Benfica. O Grêmio recusou e vendeu- o a um time alemão. Pagaria caro por esta atitude.
A reposição foi PÍFIA. A velha e surrada política do "baratilho" no Olímpico. Na direita Bustos foi horrível. Para a zaga subiu o junior Leo. Para a lateral esquerda - pasmem - veio Hidalgo, recém dispensado do nosso rival. No meio campo a única contratação de relevância, mas que só deu certo nos primeiros meses: Eduardo Costa. Para o ataque, já que Tuta não fazia gols, chegou Marcel, dispensado do Porto (acho). É claro que o time piorou sensivelmente. Mano conseguiu levar até onde pode. Saja começou a falhar. Patrício nem se fale. Leo jogou bem graças a qualificadíssima companhia de William. Hidalgo naufragou na esquerda. Marcel errou mais gols que Tuta, alguns deles dígnos de Guiness Book. Everton, aposta para o lugar de Carlos Eduardo, antigo companheiro de categoria de base, não jogou nada e acabou quebrando o pé. Vendo que o ataque estava péssimo e sem um jogador de velocidade, no último dia de prazo para inscrições do brasileiro, com o Grêmio na zona de classificação para a próxima Libertadores, todos os gremistas aproximaram-se de seus rádios a espera de alguma contratação, mas os dirigentes anunciaram Jonas (dispensado do Santos) e Luciano Marreta. É prá matar...
Ninguém precisava de vidente para saber que o ano terminaria mal. Bem que o Diego Souza tentou, carregando nas costas o time. Mas, com a dupla Tuta e Marcel qualquer sucesso era impensável. Numa tarde de insuportável calor, perdemos o jogo para o Figueirense no Olímpico e a vaga para a Libertadores do próximo ano, somente a três rodadas do final. O empate nos garantiria. Àquela altura, o Grêmio caminhava em campo.
Na minha opinião, tudo começou com o abandono de Odone da presidência do Tricolor. No meio do ano, ele decidiu que Antônio Britto (!!!???) deveria assumir em seu lugar. O nome foi rechaçado pela torcida. Odone continuou, mas só no papel. Na prática, entregou o comando total para Paulo Pelaipe. E deu no que deu. Pelaipe é um grande dirigente, mas precisa de alguém acima para dar certo.
O último suspiro de Odone no comando ocorreu após o fim do campeonato, onde bancou a contratação do técnico Vagner Mancini quando da saída de Mano Menezes (que preferiu, por conta, seguir outros rumos - que saudade).
E a última cagada do ano veio em dezembro. O Grêmio fez de tudo e acabou perdendo o jogador Diego Souza. Primeiro recusou a troca oferecida no meio do ano pelo Benfica, detentor de seus direitos. Isso irritou profundamente o clube português. Depois, visando baixar o preço do jogador, os nossos dirigentes fizeram jogo de cena até o último dia de prazo de preferência que tínhamos para contratar o atleta. Passado o prazo, o Palmeiras fez uma oferta menor. O Grêmio - pasmem de novo - contraatacou e ofereceu mais do que o valor estipulado quando ainda tínhamos a preferência. Mas a citada recusa de negócio por Carlos Eduardo pesou e o Benfica se recusou a negociar conosco. Chega a ser difícil de explicar, tamanha a burrice da tática. Quando Diego Souza veio ao Olímpico com sua nova equipe, parcela dos torcedores vaiaram. Nos microfones, categoricamente ele disse: eu queria ficar, mas os dirigentes...
Que baita fim de ano.
Nota de edição: o grande Zuza lembra de outras duas contratações - Júnior, que veio fora de forma e nem fardou; e Marcelo Labarthe, que acabou dispensado graças ao pouco futebol apresentado. Ambos meiocampistas.
Nota 2: esqueci do Kelly, meia atacante que foi contratado pelo seu ótimo caráter de dizer que precisava operar o joelho. Não preciso dizer mais nada sobre o seu aproveitamento.
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