
Veio 2008 e um novo desmanche. Diego Souza não ficou, conforme explicitado no capítulo anterior. Tcheco, que caminhava em campo e não tinha mais físico, saiu, assim como Saja, Tuta, Marcel, Patrício, Sandro Goiano, Hidalgo, Luciano Marreta, Júnior, Marcelo Labarthe, Bruno Teles, e Teco, entre outros.
A reposição, diante da falta de dinheiro e sem a Libertadores pela frente, foi modestíssima. Chegaram Piter (meia), Paulo Sérgio (lateral direito), Perea (atacante, colombiano), Julio dos Santos (meia, paraguaio), Tadeu (atacante), Soares (atacante) e Reinaldo (atacante), entre outros. Rodrigo Mendes e Jonas, contratados no segundo semestre de 2007 com problemas no joelho, recuperaram-se. Nenhum seria suficiente. Alguns seriam melancólicos. Foram promovidos Felipe Mattioni (lateral direito), Heverton (zagueiro), Rafael Carioca (volante), Anderson Pico (lateral esquerdo um tanto desmiolado), Helder (lateral esquerdo), Maylson (volante), e Adilson (volante). Mas, Paulo Pelaipe deu às cartas mais uma vez e, num ato de muita coragem , trouxe Roger, meia do Corinthians, chamado por muitos de "chinelinho" face suas constantes lesões. Virou ídolo imediatamente, junto com sua linda esposa! Jogou muito bem desde a primeira partida.
Após um início de vitórias, mas sem atuações convincentes, segundo a direção, Vagner Mancini foi demitido e em seu lugar chegou Celso Juarez Roth (debaixo de muita vaia). Esse técnico nunca foi engolido e sempre teve uma péssima relação com o torcedor, de eterna desconfiança. Deve ser louvado a respeito de Vagner Mancini que, além de sair invicto, trouxe para o Olímpico duas apostas suas do seu ex-clube (Paulista de Jundiaí): Victor (goleiro) e Rever (zagueiro). De desconhecidos, até hoje são os melhores jogadores do elenco.
Em seguida, o time de Celson Roth naufragou no gauchão e na copa do brasil após inventar esquemas e escalações nunca testadas, com eliminações em casa contra o Juventude (já na segunda divisão) e Atlético-GO (então na terceira divisão brasileira). Desastre absoluto. O time: Victor, Paulo Sérgio, Leo, Anderson Pico; Nunes, Eduardo Costa, Maylson e Roger; Perea e Tadeu. Pelaipe perdeu o cargo após muita pressão. No seu lugar assumiu André Krieger. Inúmeras dispensas ocorreram, entre elas Nunes, Julio dos Santos, Piter, Tadeu e Jonas (emprestado).
Partimos para uma nova "pré-temporada", com amistosos de péssimo desempenho contra Ivoti e Avaí. Roth proferiu a célebre frase: "é um período de humilhação que o Grêmio tem que passar".
A primeira partida do brasileiro foi contra o São Paulo no Morumbi. Se perdesse, Roth cairia. O Grêmio ganhou por 1 a 0, gol de Pereira, o zagueiro que estava em plano de dispensa. Aos poucos o time foi se montando e o Tricolor iniciou ótima campanha no brasileiro. Com uma formatação de 3X5X2, fomos passando por vários adversários. Mas a prática de invencionismo do nosso técnico barrou algumas melhoras. No primeiro Grenal, ele sacou jogadores que vinham jogando e quase perdemos para o rival, nao fosse o gol de pênalti de Roger. Um dia depois, esse nosso jogador, então ídolo, anunciou que iria para o Catar. Parece que ninguém bom fica no Olímpico. Rodrigo Mendes, pouco tempo depois, fez o mesmo. Os torcedores viam tudo incrédulos.
Para compensar, o Grêmio trouxe de volta o recém dispensado Marcel e Tcheco. Mais tarde vieram Jean (zagueiro), Orteman (meia) e Souza (meia). E o time melhorou ainda. Terminamos disparados na liderança do primeiro turno. Destaque absoluto para Victor (melhor goleiro da competição), Rever, Rafael Carioca (craque na minha opinião) e William Magrão. Souza entrava no segundo tempo muito bem, mas o técnico preferia ele na lateral que na meia cancha. Orteman era ex-jogador. Seguimos assim até as últimas rodadas, mas perdemos o título para o São Paulo, que chegou a estar a oito pontos do Grêmio. O time: Victor, Leo, Rever e Pereira (Jean e Heverton); Paulo Sérgio (Souza), Rafael Carioca, William Magrão, Tcheco e Helder (Anderson Pico); Perea (Soares) e Marcel (Reinaldo).
Chegamos ao final do ano como nos demais, caminhando em campo e sem qualidade ofensiva, enquanto que os adversários voavam. E a torcida amargou mais um fracasso.
Motivo: na minha opinião, o fundamental ocorreu na janela de transferência do meio do ano. Embora não tenhamos perdido nenhum jogador, o Grêmio não se reforçou, sendo que TODOS os adversários o fizeram. O nosso ataque, acéfalo, assim continuou até o final. Perdíamos gols por absoluta falta de qualificação dos atacantes. E a direção preferiu prestigiar os nossos atletas, já que faziam excelente campanha. Aquele momento, sem dúvida, era o de contratar um grande atacante e ganhar o brasileiro. Era a hora de ousar. É a velha história do "cavalo encilhado...". Ninguém discordava disso, com exceção dos dirigentes tricolores. Venceu novamente a política do "baratilho" e acabamos amargando mais um ano sem títulos, diante do brasileiro mais ganho que tivemos pela frente...
Ainda em meio ao brasileiro, Paulo Odone não conseguiu fazer seu sucessor e Duda Kroeff venceu as eleições presidenciais.
A reposição, diante da falta de dinheiro e sem a Libertadores pela frente, foi modestíssima. Chegaram Piter (meia), Paulo Sérgio (lateral direito), Perea (atacante, colombiano), Julio dos Santos (meia, paraguaio), Tadeu (atacante), Soares (atacante) e Reinaldo (atacante), entre outros. Rodrigo Mendes e Jonas, contratados no segundo semestre de 2007 com problemas no joelho, recuperaram-se. Nenhum seria suficiente. Alguns seriam melancólicos. Foram promovidos Felipe Mattioni (lateral direito), Heverton (zagueiro), Rafael Carioca (volante), Anderson Pico (lateral esquerdo um tanto desmiolado), Helder (lateral esquerdo), Maylson (volante), e Adilson (volante). Mas, Paulo Pelaipe deu às cartas mais uma vez e, num ato de muita coragem , trouxe Roger, meia do Corinthians, chamado por muitos de "chinelinho" face suas constantes lesões. Virou ídolo imediatamente, junto com sua linda esposa! Jogou muito bem desde a primeira partida.
Após um início de vitórias, mas sem atuações convincentes, segundo a direção, Vagner Mancini foi demitido e em seu lugar chegou Celso Juarez Roth (debaixo de muita vaia). Esse técnico nunca foi engolido e sempre teve uma péssima relação com o torcedor, de eterna desconfiança. Deve ser louvado a respeito de Vagner Mancini que, além de sair invicto, trouxe para o Olímpico duas apostas suas do seu ex-clube (Paulista de Jundiaí): Victor (goleiro) e Rever (zagueiro). De desconhecidos, até hoje são os melhores jogadores do elenco.
Em seguida, o time de Celson Roth naufragou no gauchão e na copa do brasil após inventar esquemas e escalações nunca testadas, com eliminações em casa contra o Juventude (já na segunda divisão) e Atlético-GO (então na terceira divisão brasileira). Desastre absoluto. O time: Victor, Paulo Sérgio, Leo, Anderson Pico; Nunes, Eduardo Costa, Maylson e Roger; Perea e Tadeu. Pelaipe perdeu o cargo após muita pressão. No seu lugar assumiu André Krieger. Inúmeras dispensas ocorreram, entre elas Nunes, Julio dos Santos, Piter, Tadeu e Jonas (emprestado).
Partimos para uma nova "pré-temporada", com amistosos de péssimo desempenho contra Ivoti e Avaí. Roth proferiu a célebre frase: "é um período de humilhação que o Grêmio tem que passar".
A primeira partida do brasileiro foi contra o São Paulo no Morumbi. Se perdesse, Roth cairia. O Grêmio ganhou por 1 a 0, gol de Pereira, o zagueiro que estava em plano de dispensa. Aos poucos o time foi se montando e o Tricolor iniciou ótima campanha no brasileiro. Com uma formatação de 3X5X2, fomos passando por vários adversários. Mas a prática de invencionismo do nosso técnico barrou algumas melhoras. No primeiro Grenal, ele sacou jogadores que vinham jogando e quase perdemos para o rival, nao fosse o gol de pênalti de Roger. Um dia depois, esse nosso jogador, então ídolo, anunciou que iria para o Catar. Parece que ninguém bom fica no Olímpico. Rodrigo Mendes, pouco tempo depois, fez o mesmo. Os torcedores viam tudo incrédulos.
Para compensar, o Grêmio trouxe de volta o recém dispensado Marcel e Tcheco. Mais tarde vieram Jean (zagueiro), Orteman (meia) e Souza (meia). E o time melhorou ainda. Terminamos disparados na liderança do primeiro turno. Destaque absoluto para Victor (melhor goleiro da competição), Rever, Rafael Carioca (craque na minha opinião) e William Magrão. Souza entrava no segundo tempo muito bem, mas o técnico preferia ele na lateral que na meia cancha. Orteman era ex-jogador. Seguimos assim até as últimas rodadas, mas perdemos o título para o São Paulo, que chegou a estar a oito pontos do Grêmio. O time: Victor, Leo, Rever e Pereira (Jean e Heverton); Paulo Sérgio (Souza), Rafael Carioca, William Magrão, Tcheco e Helder (Anderson Pico); Perea (Soares) e Marcel (Reinaldo).
Chegamos ao final do ano como nos demais, caminhando em campo e sem qualidade ofensiva, enquanto que os adversários voavam. E a torcida amargou mais um fracasso.
Motivo: na minha opinião, o fundamental ocorreu na janela de transferência do meio do ano. Embora não tenhamos perdido nenhum jogador, o Grêmio não se reforçou, sendo que TODOS os adversários o fizeram. O nosso ataque, acéfalo, assim continuou até o final. Perdíamos gols por absoluta falta de qualificação dos atacantes. E a direção preferiu prestigiar os nossos atletas, já que faziam excelente campanha. Aquele momento, sem dúvida, era o de contratar um grande atacante e ganhar o brasileiro. Era a hora de ousar. É a velha história do "cavalo encilhado...". Ninguém discordava disso, com exceção dos dirigentes tricolores. Venceu novamente a política do "baratilho" e acabamos amargando mais um ano sem títulos, diante do brasileiro mais ganho que tivemos pela frente...
Ainda em meio ao brasileiro, Paulo Odone não conseguiu fazer seu sucessor e Duda Kroeff venceu as eleições presidenciais.
Mas a vaga na Libertadores nos enchia de esperanças...
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