
2009 começou como todos os anos: com um desmanche. Muitos foram dispensados, entre eles Jean, Pereira (último remanescente da batalha dos aflitos), Paulo Sérgio, Anderson Pico (que engordou 100kg em um mês), Marcel e Soares. Os dois melhores jogadores provenientes das categorias de base foram vendidos, Felipe Mattioni para o Milan e Rafael Carioca para o leste europeu. André Krieger foi mantido no comando do futebol pelo atual presidente Duda Kroeff e renovou o contrato do técnico Celso Roth, ovacionado pela mídia do resto do Brasil, por valores astronômicos. Este treinador, apenas para citar, trouxe para sua comissão técnica um preparador físico há muito sem trabalhar. Inclusive, dias depois da renovação, a revista Placar publicou uma reportagem em que Roth criticava abertamente a direção de futebol do Grêmio, inclusive adjetivando-a de amadora. Mesmo assim, seguiu no comando do vestiário.
Como reforços, vieram o lateral Ruy (já dispensado), os zagueiros Rafael Marques (em vias de ser dispensado) e Fábio Ferreira (dispensado), os laterais esquerdos Jadilson e Fábio Santos, e o volante Diogo (dispensado). Nenhum deles deu certo. Também foram trazidos o volante Túlio e os atacantes Herrera, Alex Mineiro e Maxi Lopez. Jonas voltou depois de empréstimo. Com exceção de Maxi Lopez e talvez Herrera, nenhum dos contratados deveria ter sido. Jogaram de forma absolutamente insuficiente. A direção certamente apostou no crescimento de William Magrão e de Douglas Costa (promessa de craque lançado no fim de 2008). O primeiro rompeu os ligamentos do joelho e o segundo foi achincalhado publicamente pelo nosso "grande" treinador e não jogou. Iniciamos o gauchão e o "professor pardal" Celso Roth conseguiu perder três Grenais seguidos por 2X1. Neles, em pelo menos dois inventou um esquema tático 3X6X1 jamais antes testado. O resultado não podia ser outro senão a demissão. Ainda assim, na Libertadores fez uma boa campanha, empatando na estréia e vencendo os demais jogos. Conseguimos o pleito de ingresso no livro dos recordes por gols perdidos e um jornal da Espanha chamou Jonas de "o pior atacante do mundo". Nada mal para o autor do "gol minhoca". O time base então era Victor, Leo, Rever e Rafael Marques; Ruy, Adilson, Souza, Tcheco e Fábio Santos; Jonas e Alex Mineiro.
Então, comprovando que o foco era a Libertadores e que a direção tinha um planejamento consistente para o futebol, ficamos 60 dias sem treinador, aguardando pela chegada de Paulo Autuori que estava nas Arábias. Enquanto isso, o time foi treinado pelo inteirino Marcelo Rospide, que teve ótimo aproveitamente.
Paulo Autuori assumiu, mudou o esquema tático para 4X4X2 e chegamos às semifinais da Copa Libertadores. Revivendo o filme dos últimos anos, cansamos de perder gols e fomos eliminados pelo Cruzeiro devido ao resultado do Mineirão.
Como nota devem ser referidos os acontecimentos do último jogo contra o Cruzeiro, com estádio lotado, sócios sem conseguir entrar e a Brigada Militar exagerando na dose. E o presidente vendo tudo da Tribuna de Honra e dando discursos em espanhol para as redes de TV internacionais...
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