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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

PUSILÂNIME


Em primeiro lugar, desculpo-me com todos pela ausência de postagens durante quase um mês. Havia feito uma promessa que somente movimentaria o blog de novo após uma vitória do Grêmio fora de casa. Estou aqui para declaradamente descumprir esse pacto...
E não feliz, pois novamente voltamos para casa com um péssimo resultado na bagagem. É incrível a incapacidade técnica e emocional do Grêmio nos jogos fora de casa. A impressão que fica é que se não ganhamos do fraquíssimo Botafogo no Engenhão, de quem venceremos fora de casa???
Do jogo falarei pouco. Quem viu sabe que o Tricolor não jogou absolutamente nada. Nenhum setor funcionou. A defesa esteve péssima, com Lúcio desembocado e a dupla Rever e Rafael Marques muito mal. O meio campo então, nem se fale. Túlio se salvou um pouco, mas Adilson, Tcheco e Souza não jogaram nada. Aliás, Tcheco não tem a mínima condição de continuar no Grêmio. No ataque, Perea e Herrera (que entrou no seu lugar) nem sujaram o uniforme. Jonas , junto com Victor e Mário Fernandes, foram os melhores pelo lado azul.
Na casamata, nosso técnico cometeu um incompreensível erro na substituição de Jonas por Makelele, que entrou sem função, ficou correndo de um lado para outro e nada acrescentou. Aliás, entendo que esta substituição foi decisiva para o Botafogo chegar ao empate, pois o Grêmio se apequenou e deu todo o campo para o adversário. CASTIGO MERECIDO PARA UM TIME COVARDE.
Mas tudo tem uma razão no Grêmio deste ano. O nosso Tricolor é um acúmulo de erros de planejamento que culminam em fracassos dentro das quatro linhas. E a razão é uma só: Duda Kroeff.
Na minha compreensão do futebol, sempre a culpa das conquistas e das derrotas é do presidente. Ele é o responsável pela voz do clube em cada setor existente, desde a sala da presidência à entrada do complexo do estádio. Cabe ao presidente escolher todas as pessoas que estarão ao seu lado. Ele é o começo, o meio e o fim, e todos se espelham no presidente para agir.
E olhando para o time não é difícil perceber que este Grêmio tem a cara do seu presidente. Uma equipe sem capacidade de indignação, de superação, de aguerrimento. Uma equipe que dá a impressão que não precisa se esforçar ou provar nada para ninguém. Um time que se apoia em dados sobrenaturais - "zica"- para explicar o completo fracasso em campo, quando na verdade deveria olhar para dentro de si para perceber aonde efetivamente está a razão de tudo isso. Um clube sem alma.
Aliás, a cara que este presidente deu ao Grêmio é tão dissonante da história do Tricolor que o seu discurso e o do vice de futebol (que, na minha opinião, sequer sabe falar) não empolgam nem os cachorros que cruzam próximos do Olímpico buscando uma sobra de comida. Tanto é verdade que este ano estamos com a pior média de público desde a volta da série B, mesmo vencendo praticamente todos os jogos no Monumental. Porém, sinceramente, quem tem vontade de ver este Grêmio?
Não escreverei muito mais, apenas digo que, quando houve as trocas e demora de anúncio dos treinadores, imaginei comigo, sem plena convicção, que o primeiro semestre havia sido jogado fora. Hoje tenho certeza que o ano inteiro foi para a lata do lixo. Apenas fico torcendo para que o ano que vem não seja igual.
Dá um desânimo ver esse Grêmio pusilânime...

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